Havana Brown

História  Cuidados  Características


História

Gatos marrons são conhecidos por séculos. Sua origem é provavelmente do Sudeste da Ásia. O primeiro a chegar na Europa no século XIX foi um siamês.

O gato de Havana é um gato siamês chocolate em que o fator de diluição da cor que produz marcas do siamês  não atua, ainda que os criadores americanos, no desenvolvimento desta raça, tenham-se afastado bastante do original e, na atualidade, tanto a associação de felinófilos como a federação de felinófilos considerem defeito ao tipo que apresenta cabeça de siamês. A raça foi desenvolvida por criadores britânicos que exportaram pela primeira vez gatinhos Havana para os Estados Unidos em 1956. Dois anos mais tarde, o GCCF reconheceu a raça mas refutou o nome de gato de Havana temendo que isso trouxesse confusão no tocante à origem da raça, razão por que esta se tornou conhecida com o nome de Marrom-castanho de pêlo curto. Na América, ela é conhecida como Marrom-Havana e em, 1970 a associação oficial britânica concordou em devolver-lhe o nome oficial de havana.

Mrs. Elsie Quinn importou a primeira Havana fêmea, Roofspringer Mahogany Quinn, da Inglaterra em 1956. A raça ganhou o status de campeã na CFA (Cat Fanciers Association) em 1º de Julho de 1964. 

Mahogany Quinn acasalou com Laurentide Brown Pilgrim de Norwood, também muito importante, e produziram o primeiro Havana, Quinn's, que obteve o status de Grande Campeão na CFA. Todos os Havanas na América do Norte hoje podem ter traços  da herança desse gato.

Na Inglaterra, o Havana tende a seguir o tipo do Siamês. Enquanto na América do Norte, as raças conservam a aparência mais importante e a teoria da genética básica que produziu o Havana foi reaplicada para produzir as muitas cores do Oriental.

Cuidados

A pelagem curta e lustrosa deve ser uniformemente distribuída e apresentar uma coloração marrom-castanho. Alguns gatos têm uma tendência melânica que é considerada defeito nos concursos e muitos perdem sua cor em diferentes pontos durante períodos quentes do verão, e o extremo de suas caudas descoram em uma tonalidade ruiva. Obviamente, eles não devem ser expostos nessas épocas do ano. 

Criadores britânicos constataram que o acasalamento continuo de exemplares desta variedade, no início de sua criação, levava à perda do vigor; amarelamento da cor dos olhos e escurecimento da pelagem. Eles corrigiram isso cruzando-a com siamês chocolate point, que tem ajudado a manter as características rigorosas exigidas pelo padrão britânico para o tipo estrangeiro. 

Esta é uma raça sadia e extrovertida com a qual os criadores não tem encontrado as dificuldades digestivas pelo leite tão freqüente nos siameses. É, contudo, de certa forma suscetível ao frio e a umidade. Este é o gato perfeito para a pessoa que quer um companheiro felino sociável, afetuoso e inteligente. 

Características

O padrão britânico exige que o gato tipo estrangeiro apresente uma ossatura fina, um corpo longo, delgado e sinuoso, e de proporções graciosas. As patas devem ser delgadas com pés ovais e bem delimitados, sendo as traseiras ligeiramente maiores que a dianteira. A cauda é longa em forma de chicote e não deve apresentar qualquer peculiaridade.  A cabeça deve ser longa e bem proporcionada, estreitando-se para um focinho muito fino; as orelhas são grandes e retas, amplas na base e bem separadas. Os olhos do Havana são verdes, largos, ovais, expressivos e sua posição é um pouco mais baixa que na maioria das raças. O padrão americano requer um tipo estrangeiro menos rigoroso, de olhos em forma oval e orelhas ligeiramente arredondadas nas pontas. Especifica também que, quando vista de perfil, a cabeça deve apresentar uma saliência distinta ao nível dos olhos e um bigode interrompido. Os machos são maiores e mais pesados que as fêmeas.