Bengal

História  Temperamento  Características  Criação Referências


História

O Bengal é fruto do cruzamento entre um felino selvagem, o Felix prionairilus bengalesis, e um gato doméstico da raça american shorthair. Este cruzamento foi feito há 35 anos pela geneticista Jean Mill na tentativa de criar um gato com o temperamento de um gato doméstico mas com a aparência de um felino selvagem. Dos amores de sua fêmea de leopardo asiático e do macho preto american shorthair nasceram 2 filhotes, dos quais sobreviveu uma fêmea chamada Kin Kin (filhote híbrido, geração F1). Ela tinha um temperamento mais dócil que sua mãe mas com a bela marcação pintada. Esta gatinha foi colocada para mamar em uma gata da raça Himalaia. Como o leopardo asiático e o gato domestico têm o mesmo número de cromossomos Kin Kin era fértil, cruzou com seu pai  e chegou a produzir uma ninhada. Nasceu um gato preto com aparência de leopardo e uma fêmea tigrada bem arisca.

Infelizmente Jean Mill parou sua criação após a morte, em 1965,  de seu marido e estes primeiros bengais não têm nenhuma influência na criação atual. Apenas em 1975 ela encontrou o geneticista dr. Willard Centerwall que cruzava leopardos asiáticos com gatos domésticos para encontrar o gene que imunizava o leopardo da leucemia felina. Com o fim das pesquisa, em 1980, o geneticista doou os gatos frutos do cruzamento e Jean ganhou 5 deles. Em uma viagem à Índia encontrou gatos domésticos com marcações de leopardo (mais parecidos com os Egyptian Mau) e levou um macho para os USA. Esta gato foi cruzado com suas fêmeas híbridas e duas delas tiveram filhotes (F2). São destes gatos que descendem os atuais bengais.

Em 1985 ela apresentou os primeiros bengais em exposições da TICA. Em 1989 o padrão da raça foi redigido. A raça foi reconhecida pela TICA em 1991. Hoje, estima-se em 30.000 o número de bengais no mundo, estando mais da metade nos estados Unidos.

Temperamento

É de opinião quase unânime que os bengais têm temperamento confiável a partir da quarta geração. Isto não quer dizer que bengais de primeira, segunda ou terceira geração não possam ser mansos e sociáveis, apenas que isto só é assegurado a partir da quarta geração.

O Bengal é um gato independente e que guarda algumas das características de seu ancestral selvagem, como ser bom caçador e ter reflexos extremamente rápidos. Ele deve inspirar confiança nunca devendo ameaçar ou ferir seu dono. São bastante curiosos, brincalhões e ativos. Apreciam escalar coisas e a água. Se dão bem com pessoas, mesmo estranhos, e apreciam brincar de buscar objetos.Eles miam menos que outras raças mas quando o fazem, seu miado é mais agudo,  lembra o de um gato selvagem.

Características

O bengal é um gato robusto, de forte ossatura e musculoso. Seu peso é de 8 a 9 quilos. Seu comprido corpo termina em uma cauda espessa e anelada, de cor escura na extremidade. Uma característica marcante é o fato das patas traseiras serem mais altas que as dianteiras. Sua cabeça é pequena em relação ao corpo e tem olhos ovais que podem ser amarelos ou verdes no brown spoted tabby e azul ou azul esverdeado no snow spoted tabby.

São quatro as marcações permitidas no bengal: o brown spotted tabby, o brown spotted marble, o snow spotted tabby e o snow spotted marble. Nos bengals brown o fundo deve ser em qualquer variante do marrom mas os exemplares com o fundo de cor alaranjado ou avermelhado são mais apreciados. As manchas podem ser pretas, red chocolate ou cinnamon. A barriga tem coloração mais clara mas não são permitidas manchas brancas. O brown marble tem a marcação do classic tabby. O snow tem fundo de cor marfim com rosetas escuras, chocolate dourado ou preto, seus olhos devem ser azuis. Se tiverem olhos âmbar são denominados snow sépia e se tiverem olhos azul esverdeado são chamados de snow mink.

Os bengais só podem ser vendidos para companhia a partir da quarta geração (F4). Atualmente os bengais só devem ser cruzados entre si, não sendo mais necessário o cruzamento com outras raças.

 

Criação

Dedicar-se a criação do bengal não é tarefa fácil. Os machos híbridos são estéreis assim como parte das fêmeas híbridas. Machos férteis só ocorrem a partir da quarta geração (F4), sendo necessário então, até esta geração cruzar fêmeas híbridas com machos de outras raças como o american shorthair, Egyptian Mau e Ocicat. Atualmente as manchas já estão bastante definidas e o desafio dos criadores é torná-lo ainda mais parecido com os felinos selvagens. 

No Brasil temos conhecimento de dois gatis que criam o bengal. O Gatil Benshemesh (em hebraico, filhos do sol), de propriedade de Marcelo Arruda e Fabíola Dowsley, dedica-se exclusivamente ao bengal. Este gatil foi fundado em 1997 e tem seu plantel constituído de animais das melhores linhas de sangue americana. Seu objetivo é desenvolver e divulgar a raça participando de exposições. Um outro criador que se dedica à raça é Marco Antônio de Assis Beja pelo Gatil Charmant no Rio de Janeiro. Ele trouxe o primeiro casal de bengal dos Estados Unidos no ano de 1995.

Referências

The Internatinal Bengal Cat Society
Bengal Cat Magazine
http://www.bengalcat.co.uk/
Natureworks bengals & pixie-bobs

Agradecemos o site http://www.bengalcat.co.uk/
e aos gatis Mamabê e  natureworks bengals & pixie-bobs
pelas belas fotos de seus bengais