Frank - MIB

 

No filme  A raça  Cuidados


No filme

De origem aristocrática, o brincalhão pug, estrela do filme "Homens de Preto 2", ganha popularidade, mas continua caro.

Ele está fazendo um sucesso danado. Ao lado de Will Smith e Tommy Lee Jones, os "Homens de Preto 2", Frank, um pug de cara rabugenta, rouba parte das cenas. Desfila de terninho preto, fuma charuto e canta, entre outras, uma versão "cool" de "I Will Survive". 

Pode até parecer arrogante, mas fora das telas, o ator Mushu, 6, é como seus similares: um cão brincalhão, que começa a se tornar "estrela" entre as raças de pequeno porte no Brasil.

A raça

Para dar uma idéia do crescimento da popularidade do pug por aqui, há dois anos, só havia criadores no Estado de São Paulo (40). Hoje, os canis se espalharam pelo país, com mais de 60 em diferentes regiões.

É bom saber que o pug, apesar de extremamente apegado, não é o tipo de cão que faz festa para os donos -coisa de quem foi mimado desde o berço. Desde sua origem, em uma dinastia chinesa há cerca de 2.000 anos, o pug sempre pertenceu à aristocracia.

De carona nas grandes navegações, chegou à Europa no século 16, nas mãos de holandeses e ingleses, e mesmo lá continuou no colo de nobres, como símbolo de riqueza e ostentação. Até dois anos atrás, os primeiros exemplares brasileiros eram exibidos por socialites como se fossem uma bolsa de grife.

"Talvez esteja aí a explicação de ele ser tão 'estrela'. O pug sempre foi um cão de companhia, acostumado a mimos e caprichos de seus donos", explica Angela Nabuco, 50, que começou a criar pugs há sete anos e é uma das pioneiras no país. Hoje, diz ela, a raça vem se popularizando entre a classe média. Pequenino (cerca de 28 cm de altura e 8 kg, no máximo), é uma boa opção para quem mora em apartamento, pois não é chegado a muito exercício e se mantém em forma com pequenos passeios.

Mas prepare o bolso: seu preço varia de R$ 2.000 a R$ 4.500, dependendo do pedigree e da conformação física. O ideal é que o filhote seja adquirido com pelo menos dois meses de idade, vermifugado e com a primeira dose de vacina tomada.

Cuidados

Uma dica: em casa, estabeleça o mais cedo possível os limites de seu território, porque o pug é daqueles que fazem o dono "refém" facilmente. Se ensinados precocemente, porém, os filhotes podem se tornar educados e receptivos. O pug ocupa o 57º lugar no ranking do QI canino, criado pelo norte-americano Stanley Coren, entre 133 raças.

"É um animal para compartilhar com toda a família. Requer poucos cuidados estéticos, não fica latindo à toa e gosta de participar de tudo", empolga-se o empresário Ivo Chicuta, 40, dono de Jack Daniel's, 1, jovem campeão da raça em desfiles nacionais.

Como todo animal, também exige uma série de cuidados. Higiene nas dobrinhas do focinho, onde podem se concentrar resíduos de alimento, poeira e secreção, é fundamental para manter o animal saudável.

Outra atenção especial é com a barriga. Comilões, os pugs têm tendência a engordar, o que pode causar problemas cardíacos, respiratórios e na coluna. "A obesidade pode ainda acarretar predisposição para cesarianas nas fêmeas e baixa propensão para cruzamentos, no caso de machos obesos", explica o veterinário Armando Antunes Filho, 42, especialista em pequenos animais. "Prefira uma ração balanceada, recomendada pelo veterinário", diz.

Caso tenha mais de um cão, fique atento à úlcera de córnea. Os filhotes costumam brincar muito com as patinhas, provocando ferimento nos olhos. Mudança de coloração na região (fica mais azulada) é sinal de que a córnea está machucada e pode progredir para uma úlcera. Fique atento também ao estrabismo, outro problema que pode atingir a raça.

Neste inverno, redobre os cuidados com gripes e resfriados. Os pugs são suscetíveis a essas doenças por causa da cana nasal (focinho) curta. "Mantenha o cão sempre aquecido, longe de geladeiras e jamais dê a ele coisas geladas", recomenda o veterinário. Banhos, nesta época, só a cada 20 dias.