Dê Aos Animais Uma Chance

Referências


Acredito que todos vocês saibam o que é a vivissecção. Não? Pois bem, vamos lá: Vivissecção: Fazer experimentos com os animais VIVOS (geralmente sem anestésicos) para estudar sua fisiologia (como o corpo funciona) ou testar produtos químicos, beleza e alimentícios. Bonito, não?! Precisamos acabar com isso, principalmente nos testes de cosméticos e remédios. Como? Comprando produtos que não sejam testados em animais. Abaixo confira uma matéria com apenas alguns dos testes (muitos outros são utilizados, alguns com métodos ainda mais cruéis) feitos nos animais e seus substitutos (mais em conta e, o melhor, sem crueldade). Boa leitura! Acredito que, da próxima vez que você for ao supermercado, pensará duas vezes antes de comprar produtos que foram testados em animais. 

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Introdução

Neste momento nos laboratórios de todo mundo, coelhos são confinados e imobilizados, enquanto produtos químicos corroem sua pele macia das costas, logo abaixo dos músculos e tecidos abaixo dela. Depois do estrago, os coelhos são mortos apenas para fazer parte de uma estatística sem sentido.

Os testes são completamente desnecessários porque hoje existem testes mais baratos, rápidos e, acima de tudo, são uma alternativa para os testes feitos em animais. Se nosso país seguisse o exemplo dos países europeus, o sofrimento e as mortes de incontáveis animais poderia ser evitada. Identificamos cinco testes em animais que podem ser extinguidos hoje mesmo sem qualquer problema para a saúde e segurança públicas. Leia abaixo para saber mais sobre esses testes com animais e os seus substitutos sem animais.

Corrosão da Pele

Agentes corrosivos são produtos químicos que causam dano irreversível e destruição da pele, geralmente queimando em várias camadas os tecidos. As reações corrosivas são as úlceras, sangramentos, crostas sangrentas e descoloração.

Os dados de corrosividade são coletadas principalmente por agências reguladoras preocupadas com o transporte de substâncias nocivas, no caso de acidentes automobilísticos e substâncias químicas. A corrosão também é um ponto final nos estudos de irritação da pele designados pela Agência de Proteção Ambiental nos seus estudos sobre as formulações dos pesticidas e seus ingredientes. Neste caso, a corrosividade representa a forma mais extrema de irritação da pele, na qual a pele é literalmente destruída, ou seja, o corpo não consegue mais curar essa lesão.

Teste no Animal

Coelhos são trancados em aparelhos que restringem seus movimentos e um teste químico é aplicado na sua pele das costas, já raspada.


O lugar do machucado é então coberto com uma gaze durante o tempo de exposição, normalmente por horas, depois a gaze é removida e o grau de dano na pele é lido e marcado em intervalos de tempo específicos. Áreas de pele não tratadas servem como controle. Um produto químico é considerado corrosivo se, ao final de 14 dias de observação, ele queimou a camada exterior da pele de um ou mais animais, deixando à mostra tecidos mortos. Nenhum anestésico é ministrado aos animais.

Apesar dos anos de uso, estudos de corrosão da pele baseados em testes com animais nunca foram propriamente válidos. Na verdade, há evidências de que estudos com animais são altamente variáveis, de confiança limitada, e geralmente pouco confiáveis em relação à reações em humanos.

Por exemplo, uma comparação de dados de testes em coelhos e em humanos para 65 substâncias, mostrou que 45% das classificações de potencial irritação à produtos químicos baseado em testes em animais estavam incorretas.

Testes Sem Uso de Animais

Testes em equivalentes à pele humana, como EpiDerm™ e EpiSkin™ são válidos e aceitos no Canadá, União Européia e virtualmente todos os outros países membros da Organização pela Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OECD, na sigla em inglês), como substitutos para os estudos de corrosão da pele baseados em testes com animais.

Este método consiste em células normais, derivadas das células humanas, que são cultivadas para formar um modelo de “multi-uso” da pele humana. A confiança e a relevância de modelos equivalentes à pele humana é estabelecida através de rigorosos estudos laboratoriais no Centro Europeu para a Validação de Métodos Alternativos (ECVAM), e estes métodos devem ser aceitos por testes feitos pela OECD. Mas a aceitação desses substitutos tem sido arruinadas por muitos membros importantes no mundo, tais como a Food and Drug Administration (FDA), que insistem que os testes devem ser feitos em animais.

Corrositex™ é outro método substituto de verificar a corrosão da pele. Usando uma membrana protéica ao invés de pele, o Corrositex™ permite medir se um produto químico é capaz de penetrar na pele de acordo com uma reação de mudança de cor.

O Corrositex™ é pioneiro nos EUA e está sendo aceito pelo Departamento de Transporte dos EUA e pela União Européia como um substituto parcial para os estudos de corrosão baseados em testes com animais.

Absorção da Pele

Os estudos de absorção da pele determinam qual a taxa necessária para um produto químico ser capaz de penetrar na pele.

Este estudo é de muito interesse para agências preocupadas com a exposição química em locais de trabalho. As agências federais dos EUA que pedem a submissão dos dados de absorção da pele incluem a Agência de Proteção Ambiental, a FDA, entre outras.

Teste no Animal

As costas dos ratos são raspadas e é coberta com o produto químico por um período de exposição de até 24 horas (ou mais), depois das quais a pele do rato é lavada e os animais são colocados individualmente em “gaiolas de metabolismo” para permitir a coleta dos seus excrementos para análises.

Depois os animais são mortos e sua pele, sangue e excrementos são analisados, depois que a taxa de absorção da pele foi calculada. Apesar de anos de uso, os testes de absorção da pele baseados em animais não são válidos para estabelecer sua relevância às pessoas. Outras desvantagens não mencionadas incluem o potencial para influenciar os resultados dos testes com animais pelo processo de lavagem do produto químico de suas peles, o que facilitaria a absorção do produto químico pelo organismo.

Testes Sem Uso de Animais

Métodos que usam a cultura de vários tecidos têm sido rigorosamente avaliadas e aceitas na Europa como substitutos totais para estudos de absorção da pele baseados em testes com animais. Estes métodos usam pele de variadas fontes para medir a passagem do produto químico para dentro do organismo.

A absorção de um produto químico é medida pela análise do fluido receptor e a pele tratada. A confiança e a relevância de estudos de absorção da pele in vitro têm sido completamente estabelecidos por um número de experts internacionais e estes métodos foram classificados e aceitos como testes oficiais da OECD. Testes sem o uso de animais têm muitas vantagens científicas sobre os testes com animais, incluindo a habilidade de estudar uma gama mais larga de doses, incluindo aquelas do nível atual de exposição que acontecem no ambiente. Apesar destas claras vantagens, entretanto, a maioria ainda continua testando em animais.

Irritação da Pele

Produtos químicos irritantes que causam danos na pele que são reversíveis (diferentemente da corrosão, que é irreversível).


Sinais clínicos de irritação da pele incluem o desenvolvimento de erupções cutâneas, inflamações, inchaços, escamação da pele e crescimento anormal de tecidos na área afetada.

Um grande número de empresas requerem dados de testes de irritação de pele, incluindo a FDA (produtos farmacêuticos), Comissão da Segurança do Consumidor (cosméticos e produtos de limpeza) e a Agência de Proteção Ambiental (formulação de pesticidas).

Teste no Animal

Coelhos são trancados em aparelhos que restringem seus movimentos e o produto químico é aplicado em sua pele das costas, já raspada. O lugar da ferida é então coberto com gaze durante o período de exposição, normalmente quatro horas, depois a gaze é removida e o grau de irritação é lido e marcado em intervalos de tempo específicos.

Áreas de pele não tratadas servem como controle. Um produto químico é considerado irritante se causa lesões reversíveis na pele, como inflamações ou outros sinais clínicos, que são parcial ou totalmente curados ao cabo de 14 dias. Nenhum anestésico é administrado aos animais.

Apesar de anos de uso, os estudos de irritação de pele baseados em animais não são propriamente válidos. Na verdade, existem evidências de que estes estudos são muito variáveis, de confiança limitada, e geralmente pouco confiáveis em relação à reações em humanos.

Por exemplo, uma comparação de dados de testes em coelhos e em humanos para 65 substâncias, mostrou que 45% das classificações de potencial irritação à produtos químicos baseado em testes em animais estavam incorretas.

Testes Sem Uso de Animais

As regulamentações do governo do Canadá aceitam o uso de testes na pele de humanos voluntários como um substituto válido para os estudos baseados em animais.

Os testes com humanos têm o benefício de ser diretamente relevantes às pessoas, deixando de usar animais em testes. Mas, antes de um produto químico ser usado em testes nos humanos, os cientistas primeiro têm de confirmar que este produto não é corrosivo (usando métodos substitutos aos animais - ver acima) e também coletar dados no computador e testes em tubo de ensaio para ter certeza de que este produto não possua outras propriedades perigosas. Apenas produtos químicos que não sejam irritantes serão testados em humanos para confirmar sua segurança.

Fototoxicidade

A fototoxicidade, ou fotoirritação, é uma reação inflamatória da pele causada pela exposição a um produto químico e subseqüente exposição à luz solar ou radiação ultravioleta. A fototoxicidade aparece tipicamente como uma queimadura solar exagerada, que é caracterizada pela presença de erupções cutâneas, inchaço e inflamação.


Esta é a preocupação principal para remédios que podem ser tanto ingeridos como aplicados diretamente na pele, na forma de um creme. A única agência que regulamenta os estudos de fototoxicidade, nos EUA, é a FDA.

Teste no Animal

Camundongos ou porquinhos - da - índia são trancados em aparelhos que restringem os seus movimentos e diferentes concentrações de produtos químicos são aplicados em áreas de pele raspadas nas suas costas. A parte onde o produto foi aplicado é então exposta à radiação ultravioleta por duas horas ou mais e depois o produto é removido.

Os animais são então mantidos presos por vários dias enquanto cientistas examinam sua pele. Inchaços e feridas são comuns. Nenhum anestésico é administrado aos animais. Apesar de anos de uso, os estudos de fototoxicidade feitos em animais não são propriamente válidos para estabelecer a confiança em seu uso nas pessoas ou mesmo codificados como diretriz. Na verdade, a única diretriz reconhecida internacionalmente para estudos de fototoxicidade são testes feitos em células, não nos animais.

Testes Sem Uso de Animais

O Teste de Fototoxicidade 3T3 de Captação Vermelha Neutra (NRU, na sigla em inglês) foi desenvolvido e validado na Europa e desde então vem sendo aceito como teste internacional e total substituto para estudos baseados em animais.

Neste teste, células do 3T3 são expostas ao produto químico na presença e na ausência de luz. A fototoxicidade é avaliada pela redução relativa na viabilidade das células expostas ao produto química na presença e na ausência de luz, onde a viabilidade celular é medida pelo grau em que elas são capazes de absorver a tintura vermelha neutra.

Embora a confiança e relevância desses estudos serem estabelecidas através de estudos laboratoriais rigorosos no Centro Europeu para a Validação de Métodos Alternativos (ECVAM) e este método ser aceito como oficial pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OECD), a FDA e o Instituto Nacional das Ciências de Saúde Ambiental continuam a realizar estes testes em animais, para verificar a potencial fototoxicidade de novas drogas.


Pirogenecidade

Pirogenes são as reações de febre - e inflamação - causadas por agentes que possuem sérios perigos para a saúde, principalmente no caso de drogas intravenosas e produtos farmacêuticos.

A única agência que regulamente estes estudos, nos EUA, é a FDA.

Teste no Animal

Testes em coelhos vêm sendo feitos desde 1940. No teste, coelhos são trancados em aparelhos que restringem seus movimentos e uma substância química é injetada na sua corrente sangüínea enquanto sua temperatura corporal é monitorada.

Os animais pode sofrer vários efeitos, que vão desde febre até problemas respiratórios, circulatórios e falência dos órgãos, podendo ser fatal. Apesar de ser usado há anos, os pirogenes do coelho não são válidos para fornecer confiança para os humanos. Na verdade, existem vários documentos que relatam suas desvantagens, incluindo diferenças entre as espécies (humano e coelho) e diferenças na sensibilidade.

Testes Sem Uso de Animais

Um Teste de Pirogene In Vitro vem sendo desenvolvido e validado na Europa como total substituto para os estudos baseados em testes com animais.

Como uma reação imune, a pirogenecidade envolve uma interação entre algo contaminante na formulação de um remédio e as células do sistema imunológico. O uso de sangue humano doado por voluntários para fazer os testes, é um método capaz de mostrar totalmente a interação entre os glóbulos brancos do sistema imunológico e a droga a ser testada, confirmando assim a presença ou a ausência de contaminação. E mais, esse teste pode ser feito in vitro com sucesso e com um custo baixo comparado aos testes feitos com animais. Apesar de todas essas vantagens, a FDA continua a realizar os testes de pirogenecidade de novas drogas nos animais.

Referências

PETA (Stop Animal Tests)