Abaixo Assinado Contra a Carrocinha

Como Ajudar  Referências


Se você não conhece a carrocinha, veja na última folha um texto explicativo com fotos.
Quem nunca se revoltou ao ver um animal sendo apreendido pela famosa "carrocinha"? E como se isso não bastasse, eles são mortos após prazos que variam entre 3 e 15 dias, por métodos cruéis, como mostram as reportagens deste web site (www.carrocinhanuncamais.com). As instalações da grande maioria desses canis públicos são precárias e esse fato,por si, já configura maus tratos aos animais apreendidos.

Maltratar animais é crime e queremos que as crianças brasileiras cresçam respeitando todas as criaturas vivas,pois essa é a primeira lição para se respeitar ao próximo. Queremos, também, que nossas crianças cresçam respeitando as Leis de nosso País. Queremos um Brasil ético e justo para humanos e animais, como em países considerados civilizados.

Na saúde pública, sempre é usado o pretexto da transmissão de doenças de animais para os seres humanos, para justificar a prática de extermínio indiscriminado de animais. Nós, abaixo assinados, exigimos mudanças estruturais nos órgãos responsáveis pela apreensão de animais de rua. E é a legitimidade democrática que nos confere representatividade, para apresentar a todos os brasileiros e a cidadãos de outros países, o nosso grito de repúdio, de compaixão e espanto ante atos que desmerecem a razão, rebaixam o espírito e denigrem a espécie humana.

SOLUÇÕES

Existem soluções para o sofrimento animal? Muitas! Enumeramos e reivindicamos algumas:

1. ESTERILIZAÇÃO

Implantação de convênios entre prefeituras e clínicas veterinárias de forma a viabilizar cirurgias de esterilização gratuitas, atendendo a população que por ignorância e/ou falta de subsídios, promove a proliferação dos animais que passam a viver nas ruas.
Busca de parcerias junto à iniciativa privada para o fornecimento de material cirúrgico e de apoio.

2. EDUCAÇÃO

Implantação de programas de cooperação entre prefeituras e entidades de proteção aos animais com o objetivo de promover campanhas educativas quanto à importância da esterilização como combate ao abandono e à injustiça.
Educação das comunidades, especialmente as carentes, para que não abandonem seus animais. Isto pode ser feito através de divulgação em massa, distribuição de panfletos, palestras em escolas, feiras, etc.

3. IDENTIFICAÇÃO

Cadastramento de animais domésticos nos centros de Controles de Zoonoses. Apoio a estudos de viabilização para a implementação de microchips de identificação, método utilizado nos países desenvolvidos e que remete diretamente ao conceito de posse responsável. Os animais que forem abandonados, terão a identificação do dono no chip e este será processado por MAUS TRATOS, COMO PREVÊ A LEI FEDERAL nº 9.605, Art. 32 de 12/02/98.

4. PROMOÇÃO DE CAMPANHAS DE ADOÇÃO CONSCIENTE

Promoção de campanhas pelas prefeituras incentivando a adoção de animais abandonados.

5. FISCALIZAÇÃO DE MAUS TRATOS

Uma vez controlada a superpopulação de animais, indicação do Centro de Controle de Zoonoses ou de canís municipais que exercem função similar, como órgãos públicos responsáveis pela fiscalização de maus tratos.
Obedecendo o Artigo 1° do Decreto no. 24.645, legislação em vigor no país, que estabelece que "todos os animais existentes no País são tutelados do Estado", encaminhamento dos animais recolhidos nas ruas às associações protetoras para posterior adoção.

6. PROVIDÊNCIAS PARA COIBIR ABUSOS

Criação de uma Comissão de Ética formada por representantes de entidades de proteção e bem-estar animal e veterinários indicados pelas mesmas.

7. UTILIZAÇÃO DE ANIMAIS COMO APOIO A DEFICIENTES FÍSICOS

Apoio a centros de treinamento especializado para os cães recolhidos, para servirem como companheiros e guias de deficientes físicos.

8. ZOOTERAPIA

Campanha humanitária introduzindo animais como suporte afetivo para doentes em hospitais, asilos de idosos e orfanatos. Esse programa foi introduzido pela SF-SPCA em San Francisco, California, com 100% de êxito. Essa entidade, juntamente com a prefeitura conseguiu fazer de San Francisco uma cidade onde a eutanásia é feita apenas quando o animal está em estado terminal ou em extremo sofrimento.

9. JUSTIÇA

Se a eutanásia for necessária, com a devida aprovação e concordância da Comissão de Ética, que seja feita por médicos veterinários capacitados, de maneira indolor e através de injeção letal com anestesia prévia, método adotado por países desenvolvidos.

Esta campanha é uma iniciativa de cidadãos brasileiros não vinculados a entidades de defesa animal, embora conte com o apoio das associações abaixo:

AAPAR - Associação dos Amigos e Protetores dos Animais / Recife - PE; ACAPRA - Associação Catarinenese de Proteção aos Animais / Florianópolis - SC; AILA-Aliança Internacional do Animal / São Paulo - SP; ALPA - Assoc. Limeirense de Prot. aos Animais / Limeira - SP; ASSOCIAÇÃO AMIGOS DOS ANIMAIS DE NOVA ODESSA - Nova Odessa -SP; APASFA - Associação Protetora de Animais São Francisco de Assis / São Paulo -SP; Associação Casa do Cão e Gato / Niterói - RJ

Associação Protetora de Animais de Ubatuba / Ubatuba - SP; Clube Amigos dos Animais / Santa Maria - RS; Clube das Pulgas / São Paulo - SP/Instituto Nina Rosa - São Paulo - SP/LPCA - Liga de Prevenção à Crueldade Contra Animais / Belo Horizonte - MG; MOUNTARAT -Sociedade de Prot.Ambiental / São Paulo - SP; Quintal de São Francisco / São Paulo - SP; Sociedade Educacional Fala Bicho / Rio de Janeiro - RJ; SHB -Sociedade Humanitária Brasileira / Brasília - DF; SONIPA - Sociedade Niteroiense de Proteção Animal / Rio de Janeiro - RJ; SNMPA - Sociedade Norte Mineira Protetora de Animais / Montes Claros - MG;/SOS Animal - Sociedade Brasileira de Proteção do Animal e do Meio Ambiente / Teresópolis - RJ; SOPAES - Sociedade Protetora de Animais do Espírito Santo / ES; SOZED - Sociedade Zoófila Educativa/ Rio de Janeiro - RJ; SPASO - Sociedade Protetora de Animais de Sorocaba / Sorocaba -SP; SUIPA - Sociedade Internacional de Proteção aos Animais / Rio de Janeiro - RJ; UDEVA - União de Defesa da Vida Animal / Porto Alegre - RS; UNIÃO DEFENSORA DOS ANIMAIS BICHO FELIZ / Salvador - BA; USPA - União Societária Protetora de Animais / Ilha do Governador - Rio de Janeiro - RJ; WSPA - World Society for the Protection of Animals (Sociedade Mundial para a Proteção Animal) / Rio de Janeiro - RJ

CIDADE:
ESTADO:
PAÍS:

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Número da Identidade

Sua Assinatura

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Muitas pessoas assinam nosso abaixo-assinado e deixam mensagens como: "espero que vocês consigam resultados" ou " que bom saber que vocês estão defendendo os animais". Mas nós, sozinhos, o que podemos conseguir? Pouco, quase nada. A situação dos animais só vai mudar, quando cada pessoa que passar por aqui fizer a sua parte. Porque esse é um problema de toda a nossa sociedade e como tal, requer que exerçamos nossa cidadania.

Se você ficar sensibilizado com as informações daqui, arregace as mangas e colha assinaturas, divulgue, denuncie e, principalmente, escreva cartas para os políticos, para jornais, etc. Uma carta bem colocada pode catalizar o trabalho de anos e anos de luta. Escreva ao menos uma carta para as autoridades e colete assinaturas fora da internet.

No site www.carrocinhanuncamais.com você pode encontrar e-mails, guia para escrever cartas, abaixo-assinado on-line e para imprimir, etc...

Muito Obrigado pela colaboração. Os animais agradecem.

Na carrocinha:

Os cães são divididos em 12 celas de 10 metros quadrados - machos e fêmeas são separados. Animais doentes, agressivos, filhotes e prenhes são espalhados em 20 celas individuais.

Lá, eles são mantidos sem ou com muito pouca comida, no meio das próprias fezes e muitas vezes de animais mortos, por no mínimo quatro dias, conforme prevê a legislação, tempo em que os donos podem procurar por eles.

Passado este período, caso o proprietário não se manifeste ou ninguém se interesse pela adoção, os cães começam a ser sacrificados.

A prioridade é dada aos cachorros em pior estado de saúde. O procedimento é simples. Uma corda é utilizada para amarrar o focinho do animal, que é deitado em uma cama cirúrgica de aço inoxidável.

Enquanto um auxiliar segura as quatro patas do cachorro, uma das veterinárias injeta um calmante. O animal se tranqüiliza. Depois, é introduzido um produto de uso veterinário. O cão perde a consciência e, em três minutos, o coração pára de pulsar.

O cadáver é envolto em um saco de lixo e depositado em um freezer horizontal - Pelo menos uma vez por dia os corpos são depositados no aterro sanitário da Capital, junto ao lixo hospitalar.

Cães doentes são eliminados primeiro.

Alguns animais recolhidos pela carrocinha não chegam a ficar nem um dia no canil
Em função da sarna, dos vermes e dos carrapatos que lhe consomem o corpo, os cães desembarcam da Kombi da carrocinha direto para a mesa de execuções. A medida tem o objetivo de garantir a integridade dos outros animais e de diminuir o sofrimento dos próprios cães.

Porém, de acordo com as entidades denunciantes, jumentos e cavalos estão sendo recolhidos em cercados e deixados a morrer à mingua, de fome e de sede. Os que são executados pelos seus captores sofrem um processo de abate cruel, sem a aplicação de anestésicos, como recomenda a legislação protetora dos animais. Cães e gatos, por seu turno, estariam recebendo injeções de cloreto de potássio diretamente no coração, o que produz uma morte extremamente dolorosa e angustiante.

Tomem conhecimento sobre duas depoentes que foram ao Centro de Controle Zoonoses para resgatar uma cadela de rua que foi capturada pela carrocinha. Elas relataram que viram um funcionário batendo e machucando os cães com um rodo. As testemunhas presenciaram também um funcionário do CCZ jogando água sanitária nas paredes e tetos dos canis atingindo os animais que ficaram ensopados com aquela água.

Uma das testemunhas presenciou uma cadela que havia acabado de ter filhotes e declarou que tanto a cadela como seus filhotes recém nascidos estavam molhados de água sanitária, inclusive os filhotes estavam praticamente submersos na referida água e havia um cão com a cabeça sangrando. Os animais latiam demonstrando aflição e o lugar estava com mau cheiro que uma das depoentes identificou como sendo de fezes e carne apodrecida.

As testemunhas constaram também que alguns dos canis onde ficam os animais estavam superlotados e não existia ração suficiente para todos os animais. Por este motivo, os cães famintos disputavam uma pequena quantidade de ração colocada em um prato que não daria para alimentar nem mesmo um deles (ração esta que também estava encharcada com água sanitária). Uma das testemunhas declarou que um cão velho estava espumando pela boca, devido à ração contaminada.

Existem também testemunhas que declararam que os animais são colocados a brigar e a se devorar ficando com buracos enormes nas orelhas, conforme diz a reportagem do jornal A Tarde, edição de 12/10/99, além da declaração de que muitas vezes os animais são mortos no próprio local onde são capturados.

Outra testemunha afirma que muitos animais estavam feridos e o local onde eles se encontravam era de grande imundície, com lama no chão dos canis e gatis; que na mesma área encontravam-se machos e fêmeas e que o único prato de ração tinha mais fezes que ração.

Além do mais os animais são alojados no CCZ em celas imundas; sem a menor higiene; não recebem água limpa e nem são alimentados todos os dias. De acordo com relatos de pessoas que presenciaram a morte desses animais, depois de um prazo de 3 dias eles são estrangulados ou mortos com pancadas na cabeça e há indícios de que alguns animais recebem injeção letal sem anestésico, pois foi constatado que eles usam uma substância chamada cloridrato de xylasina alegando que é anestésico, porém consta no laudo técnico pericial da Fundação José Silveira que a xylasina é um sedativo sem efeito anestésico que deixa o animal consciente durante a aplicação do cloreto de potássio que provoca o óbito por parada cardíaca. Com a aplicação da xylasina o animal se bate menos durante a aplicação do cloreto de potássio. Assim, a injeção letal (quando eles resolvem aplicá-la ) lhes causa uma morte horrenda, sentindo dores terríveis.

Isto precisa parar. É ilegal e viola as leis brasileiras dos direitos dos animais. O CCZ não somente causa danos aos animais agindo assim, mas também prejudica a saúde física e mental das pessoas que têm os seus animais capturados e exterminados. No CCZ, tanto as pessoas quanto os animais, sofrem uma intensa tortura psicológica.

As pessoas que visitam este local saem muito abaladas e em estado de choque.
O maior trabalho dos Centros de Zoonoses deveria ser preventivo, esterilizando - e não matando - os milhares de cães e gatos que perambulam nas ruas, para que não se reproduzam. Outra iniciativa humanitária, que ocorre nos países civilizados, é um serviço para sacrificar animais atropelados que ficam agonizando por horas e horas, nas margens das pistas. Serviços como esse não são luxo, mas sinal de humanização de uma dada sociedade. Temos que iniciar essa cultura.

Aos interessados em fazer o protesto, precisamos de todo tipo de ajuda. Se não puder entrar no site citado, tire uma cópia deste abaixo assinado e distribua para o máximo de pessoas possíveis. Isso tem que acabar!!!

Como Ajudar

Passe o texto para o Word e monte uma tabela com os seguintes itens: Nome completo, Número da Identidade e Sua assinatura.

Nos campos CIDADE, ESTADO e PAÍS você coloca de onde você mora.

Imprima tudo, no Word, e recolha assinaturas no seu bairro, no seu trabalho, na sua escola, com parentes, amigos.

Depois, envie o abaixo assinado para este endereço:

"Quintal de São Francisco -- Manifesto"
Rua Humberto I nº 183 - Vila Mariana
Cep 04018-030, São Paulo, SP
Telefone: (11) 5081-5446 / 5151

Referências

Carrocinha Nunca Mais