O Uso dos Animais em Pesquisas

Referências        


Esclarecimento, Após muitos anos desfrutando da vida alheia, os cientistas ainda tem como pensamento o salvamento único e exclusivo humano. Esse livreto mostra a opinião de um deles, seguida de uma breve resposta..

O Uso de Animais em Pesquisas de Neurociência

A maior parte do que sabemos sobre o sistema nervoso veio de experimentos com animais. Na maioria dos casos, os animais são mortos para que seus cérebros possam ser examinados neuroanatomicamente, neurofisiologicamente, e/ou neuroquimicamente. O fato de animais serem sacrificados para a busca do conhecimento humano levanta questões sobre ética na pesquisa em animais.

Os Animais: Vamos começar pondo a questão em perspectiva. Por toda a história, os humanos consideraram os animais e produtos animais como renováveis recursos da natureza para ser usada para alimentação, vestimenta, transporte, recreação, esporte, e companheirismo. Os animais usados para pesquisas, educação e testes, representaram sempre uma pequena fração do total usado para outros propósitos. Por exemplo, nos Estados Unidos hoje, o número de animais usados para todos os tipos de pesquisas biomédicas é menor que 1% do número que são mortos apenas por alimentação. O número usado especificamente para as pesquisas da neurociência é menor ainda.

Os experimentos da neurociência são conduzidos usando muitas espécies diferentes, desde lesmas até macacos. A escolha das espécies é geralmente ordenada pela questão sob investigação, o nível de análise, e a extensão que o conhecimento obtido nesse nível pode ser relacionado para os humanos. Como regra, quanto mais básico o processo sob investigação, pode ser mais distante o parentesco de desenvolvimento com humanos. Deste modo, os experimentos são intencionados para o entendimento da base molecular da condução do impulso nervoso que pode ser relacionado com distantes espécies. Na outra mão, entender as bases neurais dos movimentos e percepções de doenças em humanos exigiu experimentos em espécies mais próximas, como o macaco. Hoje, mais da metade dos animais usados para pesquisas de neurociência são roedores (camundongos e ratos) que são criados especialmente para esses propósitos.

Bem-Estar Animal: No mundo desenvolvido de hoje, a maioria dos adultos instruídos preocupam-se com o bem-estar animal. Neurocientistas partilham dessa preocupação e esforçam-se para garantir que os animais sejam bem tratados. Isto deve ser também apreciado, entretanto, a sociedade não dá sempre o valor para o bem-estar animal, refletido em algumas das práticas científicas usadas no passado. Por exemplo, em seus experimentos no começo do século 19, Magendie usou filhotes de cachorro anestesiados (pelo que ele foi mais tarde criticado pelo seu cientista rival Bell). Antes de passar por julgamento, tomou em consideração que a filosofia de Descartes era muito influente na sociedade francesa naquela época. Animais de todos os tipos eram julgados como simples máquinas biológicas que não tinham nenhuma semelhança com as emoções. Pelo mais demente que isso pareça agora, é também importante lembrar que os humanos raramente tinham respeito por um ao outro mais do que tinham por animais durante esse período (a escravidão ainda era praticada nos Estados Unidos, por exemplo). Por sorte, algumas coisas mudaram dramaticamente desde essa época. Por azar, outras coisas mudaram apenas um pouco. Humanos em volta do mundo continuam a abusar outros em incontáveis formas (abuso infantil, crimes violentos, limpezas étnicas, e etc). claramente, um melhor entendimento dos mecanismos de agressão do cérebro é precisa urgentemente.

Hoje, neurocientistas aceitam alguns números de responsabilidades morais sobre os animais usados:

1.. Animais são usados apenas para experimentos convenientes que prometem um avanço ao nosso conhecimento sobre o sistema nervoso.

2.. Todos os passos necessários são considerados para minimizar a dor e a angústia mostrada pelos animais usados (uso de anestésicos, analgésicos, etc.).

3.. Todas as alternativas possíveis para o uso dos animais são consideradas.

A lealdade para esse código ético é monitorado em inúmeras formas. Primeiro, pesquisas propositalmente devem passar por uma revisão pelo Institutional Animal Care And Use Committe (IACUC). Membros desse comitê inclusive um veterinário, cientistas em outras disciplinas, e sociedades não-cientistas representantes. Depois de passar pela revisão da IACUC, os propósitos são avaliados por méritos científicos por um painel de neurocientistas especialistas. Esse passo garante que apenas os mais convenientes projetos são conduzidos adiante. Depois, quando os neurocientistas tentam publicar suas observações nos jornais profissionais, os mesmo são cuidadosamente revisados por outros neurocientistas por mérito científico e por preocupações com o bem-estar animal. Detalhes reservados sobre um ou outro assunto pode levar à rejeição do jornal, que pode levar à perda de fundos para a pesquisa. Somando a esses procedimentos de monitoramento, a lei federal impõe estrito padrão para o alojamento e cuidado para o laboratório de animais.

Direitos Animais A maioria das pessoas aceitam a necessidade da experimentação animal para o avanço do conhecimento, enquanto executada humanamente e com o adequado respeito ao bem-estar animal. Entretanto, uma minoria violenta busca a total abolição do uso animal para propósitos humanos, incluindo a experimentação. Essas pessoas contribuem para uma posição filosófica chamada "Direitos Animais". De acordo a esse jeito de pensar, os animais tem os mesmos direitos legais e morais que os Homens têm.

Se você é um amante de animais, você pode estar simpatizando à essa posição. Mas pense de novo. Você está disposto a privar você mesmo e sua família de procedimentos médicos que foram desenvolvidos usando animais? A morte de um camundongo é equivalente à morte de um ser humano? Possuir um bicho de estimação é o mesmo que escravidão? Comer carne é equivalente à assassinato? É anti-ético tirar a vida de um porco para salvar a vida de uma criança? Controlar a população de roedores nas fossas e a população de baratas na sua casa é moralmente equivalente ao Holocausto? Se a sua resposta é não para qualquer uma dessas questões, então você não contribui para a filosofia dos direitos animais. Bem-estar animal (preocupação que toda pessoa responsável compartilha) não deve ser confundido com direitos animais.

As pessoas envolvidas com os direitos animais têm vigorosamente perseguido as pesquisas com animais, algumas vezes com alarmante sucesso. Eles têm manipulado a opinião pública com repetidas alegações de crueldade nos experimentos com animais que são grosseiramente distorcidas ou óbviamente falsas. Eles têm vandalizado laboratórios, destruindo anos de detalhes, difíceis vitórias científicas e centenas de dólares de equipamento (que você, pagador de impostos, finaciou). Usando ameaças de violência, eles têm dirigido algumas pesquisas completamente fora da ciência.

Por sorte, a maré está virando. Graças ao esforço de um grande número de pessoas, cientistas e não-cientistas da mesma maneira, a falsa reinvindicação dos extremistas estão sendo expostas, e os benefícios para a humanidade das pesquisas em animais têm sido exaltado. Considerando a epilepsia em termos de sofrimento humano resultado de doenças no sistema nervoso, neurocientistas assumem a posição que é imoral não usar inteligentemente todos os recursos naturais fornecidos, incluindo animais, para conseguir um conhecimento de como o cérebro funciona na saúde e na doença.

Mark F. Bear/ Barry W. Connors/ Michael A. Paradiso (Neurocientistas)

RESPOSTA

O autor do texto acima tenta dar uma abordagem geral sobre a experimentação animal usada nesse tipo específico de ciência (neurociência), mas dá para perceber que as desculpas são as mesmas para qualquer outras formas de consumo animal desde o que você come até o que veste.

Ao que o autor diz sobre os animais no ponto de vista humano, são apenas um instrumento para nosso bel-prazer, algo como um armário que guarda nossas roupas, ou uma cama onde nós deitamos, um tênis que usamos para não machucarmos o pé, pois bem, os animais são nada mais nada menos que a nossa alimentação prazeirosa (pois não é essencial para nossa saúde), nossa roupa para não passarmos frio e nossa fontes de pesquisas para curararmos nossas doenças, não importa qual seja.

Mas analise isso: você acha que o seu corpo é o mesmo por fora e por dentro do corpo de um macaco, ou uma lesma, ou um camundongo? Por que então os corpos dos mesmo são comparados aos nossos? A pele de um macaco reaje da mesma forma que a de um humano ao corte de um bisturi? Por que nunca conseguiram provar em cachorros que o cigarro provoca câncer? (você tem alguma duvida de que o cigarro causa câncer?).

Vamos tomar o assunto mais a fundo. No texto, o autor fala em usar os animais como recursos naturais. E os humanos o que são? Somos algo além da natureza? Somos nós os seres mais poderosos? E devemos portanto usar e abusar dos outros para o nosso prazer? E o nosso cérebro, não devemos usá-lo também? Porque aliás é isso que nos separa dos animais, nós podemos raciocinar, nós podemos ver o que fazemos errado e podemos consertar essas coisas, mas se não o fazemos, não vejo o porque de nos dizermos racionais.

O que faz a maioria dos seres humanos acharem que são mais avançados e melhores que os animais, ao ponto de consumi-los? É muita pretensão achar isso. Nós não somos especiais, apenas fazemos parte de um contexto (natureza) e está na hora de aprender em CONVIVER em harmonia com todos os outros.

O fato do ser humano não saber tratar os semelhantes de maneira respeitável, não desculpa o tratamento com os animais, uma coisa não elimina a outra. São dois erros que devem ser reparados.

O autor apela para o "bom senso" dos "bons cidadãos": "No mundo desenvolvido de hoje, a maioria dos adultos instruídos preocupam-se com o bem-estar animal."

Também há o código de honra do neurocientista que zela pela vida do animal:

1.. Animais são usados apenas para experimentos convenientes que prometem um avanço ao nosso conhecimento sobre o sistema nervoso.

Mas o que são experimentos convenientes? Macacos com os olhos costurados para experimentos sem luz é uma conveniência? Quanta pretensão nossa, acharmos o que é conveniente para nós, sem pensar no que é conveniente para ELES! Tente-se colocar no lugar deles...

2.. Todos os passos necessários são considerados para minimizar a dor e a angústia mostrada pelos animais usados (uso de anestésicos, analgésicos, etc.). Como se os analgésicos fossem impedí-los das cicatrizes, e das prisões. Você gostaria de ser cortado, mesmo que te colocassem anestesia, só para dar uma olhada? Se usam técnicas para minimizar a dor, então imagine você quanta dor não deve sentir qualquer um desses animais com as peles raspadas e os olhos arrancados e ardendo.... QUANTA CIÊNCIA EIN???

3.. Todas as alternativas possíveis para o uso dos animais são consideradas. Por que as técnicas in vitro (cultura de células, tecidos e órgãos) não são sempre usadas?

"Apesar da limitada relevância da maioria dos tecidos animais para a farmacologia humana, o uso de material humano nos estudos farmacológicos continua como exceção ao invés de regra." - Dr. Else Müller-Schweinitzer

"...enquanto os conflituosos testes em animais têm atrasado a guerra contra o câncer, eles não produziram sequer um avanço substancial na prevenção ou no tratamento do câncer humano." - Dr Irwin Bross, Roswell Park Institute for Cancer Research, 1981.

Como você leu, quem escolhe o que é "conveniente" ou não, são outros assassinos, ops, neurocientistas. O que os impede de poupar a vida e o sofrimento de milhares de animais? Dinheiro. Imagine o quanto eles não poupam usando animais em vez de investirem em tecnologia que além de já existir, perpetua a vida curando doenças em vez de perpetuar a morte matando milhares?

Mas o problema é deles! Eles criaram e conduziram o capitalismo, dividiram as pessoas em classes e ainda por cima massacram quem não tem nada a ver com a história por simples economia? Vamos tentar diferente? Vamos pô-los nos laboratórios e trancá-los nos porões? Mas hei! Vamos usar o BEM-ESTAR HUMANO-NEUROCIENTISTA. Hahaha isso sim, seria legal não? É, eu também não acho... E aposto com você que quem está neste exato momento com eletrodos ligados no cérebro, ou com as artérias costuradas pra simular artérias podres humanas também não.

Os animais humanos e não-humanos não têm os mesmo direitos. MAS DEVERIAM. Os valores de vida dos dois é o mesmo. O que nos faz melhor do que eles? O autor não pode enxergar isso, pois ele não abre os olhos para todas as formas de exploração, e com certeza essa é uma delas. Me dê uma resposta racional para essa pergunta: Por que os animais devem sofrer e morrer por nós? O engraçado é que ainda querem falar em BEM-ESTAR animal... HÁ HÁ, que piada sem graça....

É hilária a tentativa e a apelação que o autor faz. Comparar a vida de um porco com uma criança. Nossa. O engraçado é que NÃO HÁ DIFERENÇA NENHUMA. A maioria dos humanos pensam que sim, que a vida de um humano vale mais do que a vida de um animal, assim como alguns brancos pensam que sua vida vale mais do que a de um negro. Engraçada essa comparação não? E também não te parece um tanto quanto real?

A questão não é usarmos ou não produtos testados em animais, existem os que não são, e são tão eficazes ou mais. A questao é: nós podemos escolher consumí-los ou não, mas eles NÃO PODEM ESCOLHER SE QUEREM SER CONSUMIDOS OU NÃO. E se pudessem, com certeza iriam escolher a segunda sentença. Pode ter certeza disso.

"As pessoas envolvidas com os direitos animais têm vigorosamente perseguido as pesquisas com animais, algumas vezes com alarmante sucesso. Eles têm manipulado a opinião pública com repetidas alegações de crueldade nos experimentos com animais que são grosseiramente distorcidas ou óbviamente falsas."

Agora compare com esse trecho e veja quem é que está tentando manipular a opinião pública e : "Eles têm vandalizado laboratórios, destruindo anos de detalhes, difíceis vitórias científicas e centenas de dólares de equipamento (que você, pagador de impostos, pagou). Usando ameaças de violência, eles têm dirigido algumas pesquisas completamente fora da ciência." VOCÊ CONSIDERA MILHARES DE TORTURADOS UMA VITÓRIA CIENTÍFICA? NÃO É SOBRE SALVAR VIDAS QUE ESTAVAMOS FALANDO??????

Você acha que é agradável para os animais (os único que realmente estão saindo derrotados nisso) nós pararmos para conversar sobre isso enquanto os cientistas, consumidores de carne e etc,continuam a consumí-los? Como você quer que respeitemos o uso dessa prática? Nós temos que achar mais formas para acabar com isso de uma vez e se essa forma for explodir um laboratório ou desligar os freezers de um açougue, faremos isso! Estamos falando de vidas, de sofrimento. Não cabe a nós, humanos, sentar e conversar sobre isso enquanto o fato continua a ser consumado.

O autor deveria tentar descobrir que mal causou o seu cérebro e sistemas nervosos pra pensar coisas tão horripilantes....

Agora só depende de você querer ou não participar disso. O consumo da carne, produtos testados em animais, leites, ovos, até mesmo o mel que você come é fruto de um esquema horroroso que apenas visa o capital e não a sua saúde. Se o que visasse lucro fosse o consumo da carne humana, eles virariam a tradição de lado.

CUIDADO: VOCÊ PODE SER O PRÓXIMO!!!

Lobinho, Verão de 2001

Bibliografia:

Tréz, Thales | Greif, Sérgio -A Verdadeira Face da Experimentação Animal, Sociedade Educacional "Fala Bicho", 2000.

Frase sobre a foto: "Graças às pesquisas em animais eles estão aptos a protestas mais 20.8 anos"

Você acha que esses 20.8 anos são tão importantes perto das vidas que não puderam ser vividas nem um ano sequer?? (foto com a frase disponível apenas no livreto, por falta de scanner....)

"A verdadeira bondade do Homem só pode se manifestar com toda a pureza, com toda a liberdade, em relação àqueles que não representam nenhuma força. O verdadeiro teste moral da humanidade (o mais radical, num nível tão profundo que escapa a nosso olhar) são as relações com aqueles que estão à nossa mercê: os animais. É aí que se produz o maior desvio do homem, derrota fundamental da qual decorrem todas as outras."

Referências

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Texto retirado do livro: Neuroscience: Exploring the Brain.

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