Mainá

Origem  Temperamento  Cuidados  Reprodução


Origem

De origem asiática, a maioria dos Mainás se reproduz na natureza com fartura. Vive em países como a Índia, Malásia, Vietnã, Indonésia e Tailândia, onde há uma  indústria de coletores. Por esta razão sua criação comercial em cativeiro ainda é pequena, e poucas pessoas sabem reproduzi-la. Dependendo da variedade e de estar ou não amansado, pode custar de R$400,00 à R$1.000,00.

Temperamento

As imitações que o Mainá faz da voz humana são tão perfeitas que podem ser confundidas facilmente com elas. Mesmo quando não treinado a imitar sons, ele encanta e diverte. Inteligente e animado, é um companheiro alegre, ativo e curioso. Torna-se manso a ponto de comer na mão e ainda brincar conosco. Fica no ombro, deita na palma da mão, sobre no dedo.

O Mainá, macho ou fêmea, aprende mais rapidamente que os papagaios. A regra para ensiná-los a falar é ser persistente. Depois das primeiras palavras, é rápido com as próximas e continua a aprender enquanto as aulas prosseguirem.

Uma idade boa para ensiná-los a falar é com 43 dias, quando já comem sozinhos. Não é recomendável comprá-lo recém-nascido, devido aos cuidados diários freqüentes e a sua vulnerabilidade. Ensina-se o filhote na mão, dando comida no bico e repetindo a palavra que se quer ensinar. 

Recomenda-se não deixá-lo junto à outro Mainá na época de aprendizado. Seus sons podem retardar ou mesmo impedir o treinamento da fala.

O Mainá bem treinado é um companheiro agradável, capaz de oferecer anos de entretenimento. Não grita como araras e papagaios.  Mas, se recebe treinamento inadequado, pode incomodar as pessoas à uma boa distância com seus berros. Nesse caso, re-treinar é muito difícil, sendo recomendado usá-lo somente na reprodução.

Para mantê-lo ligado à gente, é preciso ter um contato diário, caso contrário torna-se independente e tenta voar com freqüência. O Mainá manso deve ser mantido sob supervisão, devido ao perigo de acidentes causados por sua curiosidade natural e  sua ausência de medo.

A disposição não o abandona nem mesmo na gaiola. Pula de um poleiro ao outro e se diverte com brinquedos.

Cuidados

Alimentação

Na natureza o Mainá prefere matas fechadas. É uma ave onívora, come de tudo. Portanto, variedade de alimentos é importante em sua nutrição. Um casal de Mainás em fase de reprodução, pode ser alimentado com uma xícara de comida por dia. A metade dela você enche com ração para Mainás. Complete a outra metade com alimentos diversos, que são misturados à ração, cortados em pedaços pequenos, variando no dia a dia. São eles:

        * Fruta fresca: mamão, banana descascada, maçã, abacaxi, uva etc e as silvestres (pitanga, amora, pequi etc);
        * Legumes cozidos no vapor: grãos de milho, cenoura, ervilha, feijão, abóbora, inhame, nabo, brócolis, couve-flor, batata, quiabo, pepino;
        * Arroz e macarrão cozido;
        * Farinha de aveia;
        * Pão de trigo;
        * Creme de amendoim;
        * Ovo duro;
        * Queijo com pouca gordura;
        * Iogurte desnatado;
        * Frango cozido;
        * Pedaço de atum enlatado em água;
        * Carne em pedaços.

Além disso, deixe à disposição um recipiente com suco de fruta 100% puro, outro com água e outro com alimentos vivos (tenébrios, por exemplo). Os alimentos devem ser retirados no final do dia. Ao observar a ocorrência de acasalamentos, aumente as porções, principalmente dos alimentos vivos. A presença de alimentos vivos é um estímulo ao início das atividades reprodutivas.

Com boa alimentação e cuidados adequados, o Mainá vive em média 15 anos. No inverno deve ter um abrigo à disposição para evitar resfriados e pneumonia. No verão, sombra, para prevenir estresse devido ao calor. Precisa ter um cantinho só dele. Nela eles procuram isolamento por breves períodos durante o dia. A higiene é fundamental à saúde. Diariamente ofereça uma banheira para ele tomar banho. Após o banho, seque a gaiola.

 

Reprodução

Os Mainás mansos se reproduzem normalmente. A reprodução ocorre aos três anos. O casal deve ficar junto desde a primavera. Incomodar o mínimo é fundamental para o sucesso da criação. Caso contrário, ele pode abandonar os ovos ou matar os filhotes.

Coloque diariamente materiais para a forração do ninho (galhos, palha e folhas), até começar a postura dos ovos, que são em número de três, chocados pelo macho e pela fêmea por duas semanas. Macho e fêmea alimentam os filhotes. Não deixe faltar frutas e alimentos vivos nessa época. Os filhotes começam a comer sozinhos aos 42 dias, quando podem ser separados dos pais.