Pomba Goura

Origem  Na natureza  Características  Alimentação  Reprodução  Referências


Origem

Nativa do norte da Nova Guiné, a Pomba Goura habita principalmente as florestas do Rio Siriwo até a costa. Entretanto, a destruição do habitat para o corte das árvores, a formação de fazendas e a caça põem em perigo esta espécie.

Na natureza

A Pomba Goura é encontrada em um meio ambiente que está diminuindo. Como a Nova Zelândia desenvolve seus recursos de minérios e madeira, existem poucos exemplares desse maravilhoso pombo. Eles são vulneráveis e presas fáceis para os caçadores. Uma vez que a área está aberta para o corte de árvores, esta espécie poderá desaparecer logo. A Pomba Goura não tem refúgio, e sua existência se torna precária ano após ano. A predação humana continua sem parar. A predação por gatos e cães ferais (que se tornaram selvagens) também contribuem terrivelmente para a matança de todas as espécies nativas. A criação em cativeiro pelos zoológicos e criadores dessas espécies, e de espécies relacionadas, é feita porque eles têm esperança que elas sobrevivam.

A Pomba Goura é a última dos maiores pombos do mundo. O maior pombo que já existiu foi o Dodô (Raphus cucullatus). Devido à falta de cuidados dos homens com essa ave, fez com que ela desaparecesse para sempre. 

No cativeiro

Muito poucos criadores têm essa pomba gigante e elegante. Essa espécie é extremamente rara e cara, e precisa de um viveiro muito grande. A Pomba - Goura não é agressiva com humanos, mas o é com outras pombas de porte grande. Um criador de Pomba - Goura na Califórnia a mantém em um grande cercado, junto com pequenos antílopes africanos. Uma de suas Pomba - Goura matou um antílope. Ela usa suas poderosas asas para bater nos intrusos. São sensíveis à temperaturas frias e precisam ser abrigadas durante o inverno. Seus pé carnudos são muito suscetíveis à ulcerações produzidas pelo frio.

Características

FILO: Chordata
CLASSE: Aves
ORDEM: Columbiformes
FAMÍLIA: Columbidae
NOME CIENTÍFICO: Goura victoria
NOME EM INGLÊS: VICTORIA - CROWNED PIGEON
CARACTERÍSTICAS:
Comprimento: 73 a 83 cm
Plumagem: azul e verde-brilhante

O maior membro da ordem dos Columbiformes é a Pomba - Goura. Muitas pessoas vêem essas aves magníficas em zoológicos e passa despercebido que elas são realmente pombos. Elas têm o tamanho de um peru fêmea e não se parece nada com a maioria dos pombos que nós conhecemos. 

São muito bonitas, com sua plumagem azul e seu tamanho gigante. A "coroa" no topo da cabeça chama a atenção das pessoas. O penacho é feito de penas soltas e rendadas, de cor azul, pintada de branco, formando um leque - similar à cauda de pavão. Sua cauda longa dá à ela uma aparência régia. O corpo da Pomba - Goura é de um cinza azulado escuro, com muito brilho metálico quando na luz do sol. Seu peito é de um profundo roxo avermelhado. Suas asas são azuis claras, com contorno escuro. Os olhos são vermelho, ou em alguns exemplares de um vermelho púrpura. O bico é de um cinza bem escuro, ou até mesmo negro. Como muitas espécies de pombos, os pés e as pernas são tipicamente vermelhas arroxeadas. Ambos os sexos se parecem muito entre si, exceto que o macho adulto é um pouco maior e mais brilhante que a fêmea adulta. 

Existem três espécies no total: (Goura victoria, Goura cristata e Goura scheepmakeri), total nativas da Nova Guiné e outras ilhas próximas. Dessas três, a Victoria (Pomba - Goura) é a mais encontrada em criadouros privados e zoológicos. São as favoritas nos zoológicos por serem dóceis. O Zoológico de San Diego tem Pombas - Goura andando livremente dentro dele. 


Geralmente andam pelos campos em pequenos grupos, apanhando frutos e sementes do chão. 

Goza de uma infeliz fama de bom petisco entre os nativos da Nova Guiné, e tem sido caçada a ponto de desaparecer de certas regiões, com seu número diminuindo cada vez mais. A menos que sejam protegidas, elas podem ser condenadas ao mesmo triste fim que teve o seu primo, o extinto Dodô.

Alimentação

Na natureza, essas pombas se alimentam de uma grande variedade de invertebrados, sementes, frutas e castanhas. São extremamente apaixonadas por figos selvagens. 

Em cativeiro, copiar a sua dieta na natureza é quase impossível. Muitos zoológicos e criadores têm sucesso alimentando-as com uma variedade grande de frutas, vegetais e arroz cozido, larvas de insetos e sementes pré - amolecidas.

Reprodução

Os zoológicos são relutantes em se desfazer das aves excedentes, porque esta espécie não é muito prolífica. Colocam apenas um ovo e, muitas de sua população cativa são velhas e incapazes de procriar. Fazem ninhos em moitas baixas e muitas vezes no chão, em gramas densas. A incubação, feita pelos dois pais, leva 30 dias. Os filhotes emplumam com um mês de idade e já podem voar. Ambos os pais continuam a alimentar os filhotes, até que eles completem 3 a 5 meses de idade. Em cativeiro, os pais se tornam agressivos com outros animais que eles achem que sejam uma ameaça aos seus filhotes.

Como todos os pombos, ela alimenta seus filhotes com "leite de pombo", uma substância espessa parecida com coalhada, secretada no papo do pai e depois regurgitada.

Corte e vocalização

O chamado do macho para atrair a fêmea pode ser descrito como uma série de prolongados "moos", parecido com o som de alguém soprando na boca de uma garrafa vazia. A corte e a exibição é mais ou menos assim: o macho adulto, muito bonito e produzido, se curva para cima e para baixo. O movimento da cauda é parecido com o das outras pombas. Os dois adultos inclinam a cabeça um para o outro e o roçar dos bicos acontece, típico de todos os pombos. O macho alimenta a fêmea antes do acasalamento.

Referências

Revista Bird Breeder
Saúde Animal

Zoo Parque