Periquito Catarina

Origem  Temperamento  Características  Cuidados  Reprodução  Referências


Origem do Periquito Catarina

Originária do Sul da América, compreendendo o Sul do México, Panamá, Venezuela e os Andes Peruanos. Não é muito popular entre os criadores devido ao seu porte pequeno. As aves encontradas na Colômbia estão aguardando serem nominadas.

É uma ave nova, na qual os criadores estão começando a ficar interessados, especialmente em fixar mutações de cores diversas da encontrada na natureza, que é verde.

Agora não existem muitas mutações fixadas, mas como é uma ave relativamente fácil de criar, em poucos anos começarão a aparecer mais mutações, mas, por enquanto, elas estão nas mãos dos criadores.

Temperamento

Ao contrário dos demais Psitacídeos, são aves muito silenciosas e calmas. Se forem acostumadas ao contato humano desde filhotes, ficam dóceis a ponto de andarem nos ombros dos donos sem o picarem.

Ocasionalmente irrompem em um alto gorjeio de excitação. Podem aprender a falar e o fazem claramente, mas o seu vocabulário é limitado.

Preferem escalar a voar e possuem um tipo peculiar de andar: pé ante pé no poleiro.
Se de repente, alguém aparece na gaiola dele, o Periquito Catarina irá "congelar" no lugar e permanecem parados. Se ele se assustar muito, irá voar loucamente pela gaiola, e pode se machucar.

É possível (e recomendável) mantê-los em um viveiro junto com outros Periquitos Catarinas. Outras espécies do mesmo tamanho ou de diferentes tamanhos, podem ser consideradas intrusas no território deles.

Têm necessidade de roer objetos e de tomar banho, mas adoram que os donos joguem água neles com um spray.

Periquitos Catarinas amansados geralmente ficam de cabeça para baixo no seu poleiro, arrumando as penas do seu corpo com o máximo cuidado, depois do banho.

Características

Seu tamanho varia de 15 a 16 centímetro.

Possui tons de verde brilhante, podendo variar entre um verde mais escuro e um verde mais claro. Ao se examinar uma pena, veremos que ela não é totalmente verde mas sim com uma borda verde escuro ou negro, dando-lhe um aspecto pintadinho. Geralmente os ombros são negros. Essa é a cor geralmente encontrada na natureza. Os criadores já obtiveram mutações, como a canela, amarela e azul, entre outras, todas com essa característica da borda das penas sendo mais escura.

Verde

Cobalto

Algumas das mutações já fixadas são:

Verde - Escuro: o mesmo que a cor original, mas com menos definição nas marcações, o bico um pouco mais escuro e os pés um pouco mais cinzas.

Oliva: não muito diferente do verde-escuro, exceto por ser quase um preto esverdeado. A cabeça é um pouco mais escura. Bicos e pés com a mesma tonalidade do verde-escuro.

Azul: possuem as mesmas marcações do verde, mas sem a aparência negra no corpo. Bicos e pés de mesma coloração do verde. O azul claro às vezes é chamado de aquamarine. O Cobalto possui cores mais ricas de azul, quase dando um efeito violeta. Esse é o exemplar da foto ao lado. Alguns criadores os consideram o azul a mutação mais bonita dos Periquitos Catarinas.

Cremino: é o equivalente aos albinos na série azul. É um amarelo bem claro, chegando ao creme, cobrindo todo o corpo. As penas de vôo das asas são brancas. Algumas penas brancas podem aparecer na cauda dos machos. Seus olhos são vermelhos, bico e patas cor de pele. Os cremes mais claros aparecem do cruzamento de azuis claros.

Lutino: é um amarelo profundo com olhos vermelhos, bico e patas cor de pele. As penas de vôo das asas variam de amarelo pálido a branco, isso porque não existem muitos acasalamentos para estabelecer essa característica. Cruzando com olivas, o amarelo será escuro; cruzando com azuis, o amarelo será claro, mas o fator azul escuro contribuirá para tornar as cores mais ricas.

Amarelo: o mesmo que o Lutino, mas com olhos negros. As penas de vôo das asas e as penas da cauda são brancas. Cor recessiva.

Branco: igual ao cremino, mas os olhos são negros e a cor do corpo é branco puro, ao invés do amarelo creme do cremino.

Canela: ainda está em fase de desenvolvimento. Cor recessiva.

Cuidados

Devem ficar em gaiolas espaçosas, não tão grandes, mas, quanto maior, melhor, que esteja abrigada e na sombra, pois o Periquito Catarina não gosta de luz direta. Se o viveiro for externo, deve-se tomar cuidado com a queda de temperatura, apesar de já terem relatos de exemplares brincando na neve e na chuva.

A alimentação é composta principalmente de grãos, como os utilizados para Calopsitas ou Agapórnis. Também gostam muito de amendoins, maçãs, verduras e outras frutas. Têm tendência a só comerem sementes de girassol, portanto só as ofereça em dias alternados para que eles comam outras sementes. Também uma boa opção, que as aves gostam muito, é a gema de ovo cozida e peneirada com farina de rosca. Além de nutritivo, é um ótimo petisco, mas só uma vez por semana (na época de criação, diariamente).

Como a maioria dos psitacídeos, na natureza tomavam banho na água da chuva. Por isso, apreciam quando seus donos espirram água neles. Mas com cuidado, para não assustar e nem machucar as aves, espirrando com muita força a água nelas. O banho é ótimo para eles: melhoram a cor da plumagem e tiram a sujeira das aves.

O fundo da gaiola deve ser trocado diariamente. Pode-se usar jornal ou papel absorvente vendido em pet shops especialmente para aves.

Roxo

Turquesa

Limpar poleiros, comedouros, bebedouros em gaiolas sempre que estiverem sujos. Comedouros e bebedouros toda semana: tenha substitutos ou lave com sabão neutro e enxagüe muito bem.

Amansá-los é uma boa opção para quem quer aves interativas. Basta alimentá-los na mão desde filhotes e sempre manter contato com eles, alimentando-os, fazendo carinho e pegando na mão, mas sempre sem estressá-los.

Reprodução

A reprodução não é difícil. A sexagem geralmente é difícil: criadores experientes podem ajudá-lo.

Atinge a maturidade sexual muito cedo. Seu ninho pode ser tanto um tronco oco como uma caixa de madeira. Mas existem no mercado ninhos próprios para aves, que são as caixas fechadas. Use para Agapórnis, que têm tamanho semelhante.

Colocam de 3 a 6 ovos e o período de incubação varia de 18 a 21 dias. Os filhotes saem do ninho com aproximadamente um mês, às vezes um pouco mais. Assim que saem do ninho, já são capazes de se alimentarem sozinhos. Se você quiser amansá-los, deve pegar os filhotes com 3 semanas e começar a alimentá-los na mão e manter contato constante.

No período de procriação deve-se aumentar a quantidade de comida oferecida, além de oferecer suplementes vitamínicos recomendados pelo veterinário. Receitas caseiras são: gema de ovo cozida e peneirada, misturada com farinha de rosca e vitaminas como nestón da nestlé, além de frutas (uva e amora são as preferidas) e verduras. Na papinha pode-se misturar um pouco de mel: eles adoram.

É aconselhável que a reprodução seja feita em colônia, já que eles só se reproduzem se for assim: apenas um casal não se reproduz, pois a vida em colônia estimula a reprodução do Periquito Catarina. Para isso, devemos tomar certos cuidados como:
Maior número de ninhos que de casais para não haver brigas por disputa de ninhos;
Todos os ninhos pendurados na mesma altura, porque as aves irão preferir aqueles que estiverem mais altos, havendo brigas por eles.

Muito alimento e água disponível à vontade para não faltar alimento tanto para os adultos quanto para os filhotes. É melhor sobrar do que faltar.

Não misturar com outras espécies, pois serão considerados ameaças ou intrusos.
Depois da época de procriação que ocorre na primavera e no verão, as aves devem descansar pelo menos por cinco meses antes de começarem a criar de novo. O aconselhável é que só acasalem na primavera e não antes dela e apenas tenham 3 crias por ano, para não haver o desgaste físico dos padreadores e assim, conseqüentemente, cair a qualidade dos filhotes e o tempo de vida dos pais.

Referências

Bolborynchus Lineola
Lineolated Parakeet
Periquito Catarina
Revista Cães & Cia