Bufo Real

Origem  Na natureza  Características  Alimentação  Reprodução  Referências


Origem

O Bufo Real ocupa uma grande variedade de habitats, desde as florestas de coníferas até quentes desertos. Paisagens rochosas são muitas vezes as favoritas. A oferta de comida adequada e a localização da ninhada parecem ser os pré requisitos mais importantes.

Distribution: 

Norte da África, Europa, Ásia e Oriente Médio. 

Na natureza

A grande tolerância dos Bufos Reais pelas mais diversas condições climáticas e habitats mais diferentes permite-lhes viver do Saara à tundra e dos níveis inferiores ao do mar até perto dos 5000m de altura.

Graças a um drástico sistema de controle, os Bufos são capazes de ajustar a densidade das suas populações de acordo com os recursos disponíveis. 

Em anos de abundância, quase todos os casais criam e os filhos sobrevivem em grande número. Em anos de escassez, muitos casais nem sequer começam a postura; os poucos que o fazem vêem-se obrigados a matar algumas crias e grande parte dos que conseguem sobreviver morrem de fome durante o primeiro Inverno, devido à sua falta de perícia caçadora numa época em que as presas não abundam.


Esses fenômenos de flutuação das populações das presas estão muito mais acentuados nas latitudes setentrionais, como a Rússia, onde existe uma nítida correlação entre a abundância de lebres e a de Bufos.

Os Bufos Reais, tanto os filhotes recém nascidos quanto os adultos mais experientes, precisam se defender. Eles se defendem usando uma forma de dissuasão muito eficaz. Vendo-se descoberto, inclina o corpo para a frente, ao mesmo tempo que incha as penas e entreabre as asas, adquirindo o aspecto de um animal duas ou três vezes mais volumoso, enquanto fixa no inimigo a imobilidade dos seus enormes olhos alaranjados e o seu grande bico bate, produzindo um som aterrador. Nesta posição, o aspecto da ave é realmente assustador e a perturbação que causa no inimigo permite-lhe ganhar alguns segundos preciosos, suficientes para fugir. Esta capacidade para o bluff, que salvou sem dúvida a vida de inúmeros Bufos, não é o resultado de aprendizagem, é hereditária. As crias colocam-na em prática pouco depois de nascerem, e, se surte efeito quando um adulto a realiza, ainda mais resulta quando todos os membros da ninhada silvam e batem com o bico na escuridão do buraco que os abriga.

Características

Classe: Aves
Ordem: Estrigiformes
Família: Estrigídeos

Comprimento: 58 a 71cm.
Comprimento da asa (só de uma asa): Fêmeas: 47,8cm. Machos: 44,8cm.
Peso: Fêmeas de 2,280kg a 4,2kg. Machos de 1,620kg a 3kg.
Alimentação: dos musaranhos aos corços, mas principalmente roedores.
Postura: 2 a 5 ovos.
Incubação: 25 dias.
Longevidade: até 68 anos em cativeiro.

Jovem: Coberto de penugem branca - suja ao nascer, que logo é substituída por uma plumagem denominada "mesóptilo" antes de adquirir a do adulto.

Adulto: É a maior das corujas noturnas européias. Grandes olhos alaranjados, penachos ou "orelhas" proeminentes. Uma mancha branca no pescoço, só perceptível quando o estica. Cor geral leonada, com curtas manchas escuras alongadas. 


Sua plumagem é marrom escura e marrom amarelado claro, mostrando ser bastante salpicada na fronte (testa) e na cabeça, listras na nuca, dos lados e atrás do pescoço, e manchas escuras na cor de fundo pálida das costas, manto e na omoplata. Uma linha estreita amarelo claro, com sardas marrom claro, vai da base do bico, acima da parte interna do olhos e ao longo da margem interna das marrom escuro, "orelhas".

O traseiro e a parte superior da cauda são delicadamente padronizadas com listras escuras e e delicadas ondulações. O disco facial é marrom claro, com manchas marrom escuro, de forma tão compacta  na margem externa do disco que forma uma "moldura" ao redor da face. O queixo e a garganta são brancos, descendo até o centro da parte superior do peito.

Todas as partes inferiores, exceto pelo queixo, garganta e parte superior e central do peito, são cobertas com linhas onduladas escuras, sobre um fundo marrom claro. Pernas e pés são igualmente marcados sobre um fundo amarelo claro mas é mais sutil.

A cauda é marrom clara, mosqueado com marrom esverdeado escuro com seis barras marrom escuras, aproximadamente. 

Bico e unhas são negros, a íris é alaranjada (é amarela em algumas subespécies).

Alimentação

O Bufo Real é o mais forte dos predadores noturnos, com uma vastíssima gama de presas, cujo porte oscila de um escaravelho e o de uma corça. No entanto, exames do conteúdo de suas egagrópilas revelam claramente que sua especialidade são roedores.

Os Bufos Reais possuem várias técnicas de caça, e pegam a presa no chão ou quando estão em pleno vôo. Eles podem caçar em florestas, mas preferem caçar em espaços abertos.

Come quase tudo que se move - desde besouros até filhotes de cabrito montês. A maior parte da sua dieta é constituída de mamíferos (arganazes (ratão do campo), ratos, camundongos, raposas, lebres etc...), mas aves de todos os tipos também são caçados, incluindo corvos, patos, tetrazes (ave galinácea), aves marinhas, e até mesmo outras aves de rapina (incluindo outras corujas). Outras presas que também fazem parte da sua dieta são as cobras, lagartos, sapos, peixes e caranguejos. 

O tipo mais comum de presa depende grandemente da disponibilidade do mesmo, mas são geralmente ratos e arganazes. Em algumas áreas litorâneas, sabe-se que se alimentam principalmente de patos e aves marinhas. 

As fezes são um pouco comprimidas, de forma irregularmente cilíndricas ou cônicas, medindo mais ou menos 75 x 32mm. 


Podem viver mais de 60 anos em cativeiro. Na natureza, o máximo que eles podem chegar a viver é 20 anos. Não tem inimigos naturais; eletrocução, colisão com o tráfego e tiros são as principais causas de sua morte.

Reprodução

O macho e a fêmea cantam em dueto durante a corte, o macho mostrando possíveis locais de criação, raspando uma depressão superficial no local e emitindo notas destacadas e sons parecidos com cacarejo. Ninhos que estejam em locais protegidos são abrigados na base de penhascos, fendas entre rochas e aberturas cavadas em penhascos. Eles também usam ninhos abandonados de outras aves de porte grande. Se esses lugares não estiverem disponíveis, eles podem fazer os ninhos no solo, entre rochas, abaixo de troncos caídos, debaixo de um arbusto, ou até mesmo na base de um tronco de árvore. Nenhum material é adicionado ao ninho. Geralmente muitas depressões potenciais são oferecidas à fêmea, que seleciona uma delas; esta geralmente é usada novamente em anos seguintes. Muitos formam pares para a vida toda. São territoriais, mas os territórios dos casais vizinhos podem se sobrepor parcialmente. 

A postura geralmente começa no fim do inverno, algumas vezes até mais tarde. Uma ninhada por ano de 1 a 4 ovos postos pela fêmea, que pesam entre 75 a 80g. Geralmente os ovos são postos com intervalos de três dias e são incubados somente pela fêmea, desde o primeiro ovo, por 31 a 36 dias. Durante este período, ela é alimentada no ninho pelo seu parceiro.


Uma vez saídos dos ovos, os jovens ficam sempre com a mãe por duas semanas; a fêmea fica com eles no ninho por 4 a 5 semanas. Nas primeiras 2 ou 3 semanas o macho leva comida ao ninho ou a deposita próximo à ele, e a fêmea alimenta os filhotes com pequenos pedaços da caça. Com 3 semanas, os filhotes começam a se alimentar sozinhos e começam a engolir pequenas caças inteiras. Com 5 semanas os filhotes caminham na área ao redor do ninho, e com 52 dias conseguem voar poucos metros. Em ninhos feitos no solo eles podem sair dele com 22 a 25 dias, enquanto em ninhos feitos em lugares elevados, eles o deixam com a idade de 5 a 7 semanas.

Os filhotes emplumados recebem os cuidados dos pais por 20 a 24 semanas. Eles se tornam independentes entre Setembro e Novembro na Europa, e deixam o território dos pais (ou são expulsos dele pelos pais). Neste tempo, o macho começa a cantar novamente e examinam locais para o futuro ninho. Os filhotes atingem a maturidade no ano seguinte, mas normalmente acasalam quando têm de 2 a 3 anos de idade.

Referências

The Owl Pages
A Fauna (Enciclopédia - Volume V)