Rã Pintada da Palestina - extinta em 1955

Temperamento   Características   Extinção


Temperamento

Mas ninguém sabe exatamente como viviam, somente cinco rãs pintadas da Palestina foram registradas, a primeira das quais em 1940. Só podemos presumir que essa espécie de rãs da Palestina comportava-se da mesma maneira que as outras rãs pintadas, cruzando-se no inverno e na primavera pondo de 300 a 1.000 ovos. Dois a dez dias depois a desova se transformava em girinos e em menos de dois meses transformavam-se em rãs. 

Características e Hábitat

A rã pintada da Palestina viveu bem ao leste e distante dos outros membros da específica família de rãs. Ela possuía marcas sem semelhantes às da rã das árvores, no leste da África. Ela vivia nos alagados do lago Cula, da fronteira entre Israel e Síria. 

Antigamente, esse era um lago pantanoso, um oásis para as rãs, entre os desertos que a circundavam. Ela era ativa principalmente à noite, durante o calor do dia ela se aninhava na areia molhada mantendo apenas sua cabeça para fora. Sua pele das costas tinham manchas na cor ocre e ferrugem e a da barriga era mais escura. 

Extinção

Em 1948, a pátria judaica foi fundada em Israel. Após o holocausto os judeus quiseram se instalar na terra prometida e para lá se dirigiram de todas as partes do mundo. Com o afluxo de pessoas um novo e pequeno país precisou encontrar terra para habitações e para agricultura. Grande parte da terra era deserta e grandes rios eram necessários para a sua irrigação e para torná-la habitável. Os colonos iniciaram a grande tarefa de irrigar os desertos, desviando as águas do grande rio Jordão e construindo represas, aquedutos e canais. Os colonos conseguiram tornar a terra fértil mas a água tinha que vir de algum lugar. Com o crescimento das colheitas em Israel, as margens do lago Cula, abastecidas pelo rio Jordão, foram secando e as rãs tinham que cavar cada vez mais fundo para se banhar na água em retirada. As águas continuaram a ser drenadas do lago aumentando as dunas de areia. 

Em 20 anos, onde antes havia lagoas cheias de rãs agora só havia poeira. A água, o maior problema de Israel, estava escasseando, sendo algumas vezes importada da Turquia em enormes sacos plásticos. O berço da Rã Pintada da Palestina havia secado e elas não tinham para onde ir. A última delas, uma fêmea, foi capturada em 1955 pelo herpetólogo M. Costa. Ele a manteve viva num tanque por um ano mas infelizmente não conseguiu encontrar um companheiro para ela. Agora o lago Cula é um lago seco, que se transforma em poeira durante grande parte do ano. O custo da irrigação da terra prometida foi a perda da terra prometida da Rã Pintada da Palestina.